Passou por mim e sorriu

Nunca fui fã de música portuguesa e conheço a penas uma cantora de Portugal que é Maria João, linda voz e interpreta também músicas brasileiras. Quando ouvi essa música, interpretado por outra cantora portuguesa, Deolinda, me perfurou a alma de tão linda que é e temos que reconhecer a bela música. Achei também uma interpretação feita do refrão.
 Par aqueles que tem coração e alma afinada, ouça e curta.
 Deolinda
Composição: Pedro da Silva Martins

Ele passou por mim e sorriu,
e a chuva parou de cair,
o meu bairro feio tornou-se perfeito,
e o monte de entulho, um jardim.

O charco inquinado voltou a ser lago,
e o peixe ao contrário virou.
Do esgoto empestado saiu perfumado
um rio de nenúfares em flor.

Sou a Mariposa bela e airosa
 (efémera, mas preciosa)
Que pinta o mundo de cor de rosa
(que dá sentido à vida)
eu sou um delírio do amor
(a mariposa é a personificação do amor)
sei que a chuva é grossa
(não é fácil amar...)
que entope a fossa
(deixa-nos exaustos)
que o amor é curto e deixa moça
(amores fortes, quando acabam deixam sempre alguma mágoa)
mas quero voar por favor
(no entanto, como força da natureza, amar é obrigatório e inescapável.)

No metro, enlatados, corpos apertados
suspiram ao ver-me entrar.
Sem pressas que há tempo,
dá gosto o momento,
e tudo mais pode esperar.

O puto do cão com seu acordeão,
põe toda a gente a dançar,
e baila o ladrão,
com o polícia p'la mão,
esvoaçam confetis no ar.

Sou a mariposa bela e airosa,
que pinta o mundo de cor de rosa,
eu sou um delírio do amor.

Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa,
que o amor é curto e deixa mossa,
mas quero voar, por favor!

Há portas abertas e ruas cobertas
de enfeites de festas sem fim,
e por todo o lado, ouvido e dançado,
o fado é cantado a rir.

E aqueles que vejo, que abraço e que beijo,
falam já meio a sonhar,
se o mundo deu nisto e bastou um sorriso,
o que será se ele me falar.

Sou a mariposa bela e airosa,
que pinta o mundo de cor de rosa,
eu sou um delírio do amor.

Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa,
que o amor é curto e deixa mossa,
mas quero voar, por favor!

Sou a mariposa bela e airosa,
que pinta o mundo de cor de rosa,
eu sou um delírio do amor.

Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa,
que o amor é curto e deixa mossa,
mas quero voar, por favor!



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  • Onde estará o meu amor?

    Fidelity

    Velocidade da luz

    Abrazame

    Poucas palavras

    ... e nesse caminho me perdi e me encontrei
    Não sei em que parte do caminho
    Começou a ave comer minhas sementes
    Olho para trás e não encontro o início,
    Onde comecei a perder-me.
    Ou melhor, onde comecei a me encontrar.
    Tanto faz
    Ainda há caminho